segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Carlos Pintado

A BELEZA
De novo amo e não amo
e deliro e não deliro
Anacreonte

A beleza  que passa como o sonho,
fugaz, inabarcável, sem destino,
se detém um instante sobre o lábio
desvela a mirada ou o cabelo,
doura a sombra, os ocasos,
uma frase de amor, um corpo amado,
uma rosa reluzente nas trevas,
um fogo que desce da noite,
uma aurora silenciosa e distante,
um parque onde estamos tão unidos,
uma rua de Roma ou da Inglaterra,
um rapaz ou uma jovem que me espera,
e este verso que escrevo ao léu:
"a beleza que passa como o sonho".
( Habitación a Oscuras) 


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