sábado, 28 de junho de 2014

Gregório Duvivier

a baía de guanabara é uma sopa de óleo
diesel detritos ferramentas sal de lágrimas
e a saudade dos que já partiram — quando
atingimos seu vórtice devemos jogar cinzas
anéis e outros restos mortais de uma pessoa
a ser engolida pelos deuses subaquáticos
pois para isso cariocas fomos feitos — para
salgar esse imenso caldo que nos banha.

[In Ligue os pontos poemas de amor e big bang, Companhia das Letras, São Paulo, 2013, p. 35].

SOBRE GREGÓRIO DUVIVIER



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