segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Marize Castro

RÉQUIEM

Galáxias afastam-se.
Queimam em torno de um outono estranho.

Resgato-me. Sequestro-me.
Lanço-me em subterrâneos de éter.

Morta estarei mais viva.
Sem fomes, sem fezes, sem sangue, sem vítimas.

Próxima ao gélido rio, eis-me aqui,
neste vulcão tardio, ermo.
Túmulo de frágil aranha num mundo
de desejos e erros.

[In Lábios-espelhos]

phillip moore

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Kabir

KABIR Eu disse, à criatura sedenta dentro de mim, que rio é esse que desejas atravessar? Não há viajantes na estrada que leva ao rio, e ...