domingo, 26 de maio de 2013

Maria Lúcia Dal Farra

Callas na escala ascendente
A Ziriguimel
Inteira,
tua voz é um cone,
torre de catedral,

coisa tátil, que se avista,
mutável como caleidoscópio. É fósforo,
poço de petróleo: força que se arremessa
das profundas da treva e que
(de chofre)
perfura com sua agulha as nuvens 
para ganhar penugem de pássaro 
e adejar (mui devagar) 
sobre o espírito.

Foguete é tua voz em busca do buraco negro 
(olho terceiro)
turbina que se aquece entre coração e cérebro 
e desenha ogivas de ignoradas paragens — 
onde leio flor, lâmina 
arcaica letra grega 
que não entendo
mas que se inscreve no mármore dos altares.

[In Livro de Auras, São Paulo, Iluminuras, 1994, p. 27]

4 comentários:

Anônimo disse...

excelenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.




(imf)

Antonio Damásio Rêgo Filho disse...

Sim, imf. Esta também é grande, minha querida. Grande como tu és!!!! Beijos.

Anônimo disse...

eu?????????????? ora. sou nada. ambos o sabemos.:) beijo!!!!!

Antonio Damásio Rêgo Filho disse...

Não sei de nada. Quero um livro novo, em breve. Bjs