sexta-feira, 28 de março de 2014

Edmond Jabès

SEMIABERTA, MINHA MÃO
Semiaberta,
minha mão
insensível à fadiga.
Signos e seus sons
buscam se embrenhar
no estreito espaço
prometido à pena.
Em breve, a respiração
não se fará mais.
A mão se achatará
sobre a folha.
Abusada.

[In DESEJO DE UM COMEÇO, ANGÚSTIA DE UM SÓ FIM, A MEMÓRIA E A MAO - UM OLHAR, São Paulo, Lumme Editor, trad. Armanda Mendes Casal & Eclair Antonio Almeida Filho, 2013, pp. 77-79]




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