domingo, 22 de novembro de 2015

Marize Castro

SENHAS

Não há último amor.
Há noites que se apaziguam.
Bosques a galope.
Labirintos que se enraízam.
Anjos que zelam hortos.
Moças que escrevem abismadas cartas
e, escarlates, enlouquecem.
Jogam-se — cerradas —
em qualquer movediço porto.

[In Esperado Ouro, p. 89]

Josef Kote

Nenhum comentário:

Dora Ferreira da Silva

Moras num antiquário e nunca estás. Um gato sonolento recebe instáveis visitantes mas eu fico à espera. Conheço cada fresta da parede su...